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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Como Arrasar um Coração

Como Arrasar um Coração
Muitos críticos no exterior se dividiram quanto ao desenvolvimento desse simpático longa francês. “Como Arrasar um Coração” (título em português para o original L'Arnacoeur) tem seus pontos válidos, é verdade, ser todo filmado na charmosa Paris e uma premissa a principio interessante. Talvez esses dois elementos tenham criado uma divisão na crítica especializada. Mas talvez o desenvolvimento da trama também tenha colocado o filme no lugar óbvio de costume das comédias românticas aumentando essa divisão de opinião.
Como Arrasar um Coração é mais um célebre caso da má condução de uma história. Em vez de arriscar na criação de algo novo e que possa abrir novas possibilidades para o gênero, o diretor opta por seguir a direção oposta e cômoda de tantas tramas açucaradas. O que prova mais uma vez que em termos de roteiro, o cinema francês pouco tem criado de bom nos últimos anos e “Como Arrasar um Coração” vem coroar a má fase francesa.

Como Arrasar Um Coração conta a história de Alex Lippi, um sedutor profissional que conquista todos os tipos de mulheres para depois partir. A intenção de Alex Lippi é desfazer casais indesejados. Isto é: Desmanchar relacionamentos onde as mulheres estejam infelizes e precisem de um empurrãozinho para cair fora.

Romain Duris e Vanessa Paradis estão em bons desempenhos, mas a trama caminha por referências desnecessárias e fora de propósito, como emular músicas datadas e francamente banais em sua trilha, resgatando hits esquecíveis dos anos 80 (Wham! e Dirty Dancing), algo que outro “clássico” do gênero, Amor à Distância com Drew Barrymore, já optou com mais propriedade sacando, por exemplo, de The Cure para pontuar sua também fraca história.

"Como Arrasar um Coração" é previsível do começo ao fim assim como a maioria das comédias românticas, apesar de contar com personagens simpáticos e um bom equilíbrio entre tolice e sentimento. Um desperdício de conceito e premissa, que na mão certa poderia seguir um caminho mais surpreendente, encantando o público. Encanto que o cinema francês precisa resgatar urgentemente.

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