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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Os Agentes do Destino

Os Agentes do Destino
Baseado em um conto de Philip K. Dick, o qual a série Fringe tem como referência maior, o filme não nega, nem por um instante, que se trata de um romance, mas o é à sua maneira.

Funcionando, com menos firmeza, como ficção científica e thriller de espionagem, o longa ainda consegue incutir dúvidas existenciais e incertezas sobre quaisquer decisões que tomamos (ou deixamos de tomar – o que não deixa de ser uma decisão). Para isso, o diretor novato George Nolfi (um dos roteiristas d’O Ultimato Bourne) escreveu um roteiro inteligente, capaz de entregar fatos a passos graduais sem comprometer o nosso interesse por um desfecho convincente.

Acostumado que está a escrever sobre espionagem, sendo roteirista, também, em Doze Homens e Outro Segredo e Sentinela, Nolfi demonstra sua capacidade para elaborar quebra-cabeças complexos sem exigir demais da inteligência do espectador, mas sem duvidar dela. Isso surte um interessante efeito de convite à obra, para que, junto aos protagonistas, consigamos desvendar o que se passa. É divertido.

Matt Damon e Emily Blunt, sempre corretos em suas atuações, convencem demonstrando entrosamento e uma química bastante favorável e, ajudados pela fotografia muito bem realizada e por um belíssimo figurino, conduzem a história com maestria e jamais perdem o carisma.

Carregado de referências, desde O Processo, de Kafka, até à obra do pintor surrealista belga Reneé Magritte, Os Agentes do Destino é, de fato, um bom filme. Diverte e induz o pensar sem dificuldade. Portanto é, realmente, uma pena que aquele nosso interesse por um desfecho convincente não seja atendido.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A Garota da Capa Vermelha

A Garota da Capa Vermelha
“Da diretora de Crepúsculo”. Essa é a primeira chamada do filme. Faltou lembrar à produção que isso não é exatamente um mérito. Por favor, não me tenha como preconceituoso! Catherine Hardwicke já esteve à frente do ótimo Aos Treze e do bom Os Reis de Dogtown, porém, infelizmente, parece ter resolvido enterrar uma carreira que poderia, sim, ser brilhante.

Apostando nos mesmos estereótipos massantemente desgastados da “Saga” Crepúsculo (a garota apaixonada e, ao mesmo tempo, desorientada disputada por dois rapazes opostos), a cineasta exibe uma película que requer coragem (para assistir), paciência (para suportar) e uma memória seletiva (para esquecer). Mesmo que alguns poucos lampejos daquela diretora de oito anos atrás se mostrem presentes (como as rápidas jogadas de câmera), nada seria suficiente para suplantar o roteiro (?).

O roteirista David Johnson, que, com A Orfã, também tivera um início promissor, realiza um trabalho sem propósito, com diálogos fracos e vagos e resoluções inexpressivas e previsíveis. Sua sorte é poder contar com o sempre excelente Gary Oldman (aqui, no papel de um sacerdote aficionado) para entoar o que escrevera e da admirável Julie Christie (que interpreta a “vovó”). Amanda Seyfried (Valerie – a Chapeuzinho), Lukas Hass (Padre Auguste) e Virginia Madsen (Suzette) inteiram a lista das interpretações que valem, ao menos, parte do ingresso.

Da mesma forma (visto de ângulos opostos, claro) estão os dois jovens péssimos atores que disputam Valerie, sendo um deles (Max Irons) filho do sensacional Jeremy Irons. Sem qualquer carisma, eles conseguem puxar a produção ainda mais para o buraco negro da inconsciência (como se ela não tivesse força suficiente para tal).

A fotografia, que chama a atenção por ser semelhante à da “saga” vampiresca, parece apostar no mesmo público pré-adolescente e adolescente que vibra com Edward, Bella e o lobo mau Jacob, assim como a triste (de ruim) direção de arte e a trilha sonora sem qualquer clímax.

Mas nem tudo são espinhos (como, felizmente, a maior parte do elenco comprova). De qualquer forma, 100 minutos não demoram para passar. E, algumas vezes, um filme ruim é tão bem-vindo quanto uma auto-injeção na testa... serve para despertar da inércia.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Se Beber, não Case! - Parte 2

Se Beber, não Case! - Parte 2
O filme original estabeleceu uma fórmula certeira: inicia no ápice do caos, seguido de um flashback e termina com a exibição das fotos que provam a origem dos problemas. Em “Se Beber, não Case 2” temos a mesma boa piada sendo repetida, mudando apenas o cenário. É mais do mesmo, porém satisfatório!

Excetuando-se uma perceptível quebra de ritmo após sua primeira hora (que volta a engrenar próximo ao fim), o projeto do diretor Todd Phillips irá arrancar sonoras gargalhadas em pelo menos três momentos (lógico que não irei lhes contar quais). Assim como o primeiro, se trata basicamente de uma reunião de esquetes englobando diversos tipos de humor, sendo que neste segundo é dado maior enfoque ao slapstick (pastelão). Também fica claro que o personagem carismático de Zach Galifianakis (Alan) é a força condutora da obra. Basta ele aparecer em cena que começamos a rir, já antecipando suas tiradas sensacionais!

Um parágrafo direcionado aos possíveis detratores: apreciar (ou não) o estilo do filme é questão de gosto e preferência, mas é preciso entender que não existe apenas uma forma de fazer comédia, ou alguma que se possa afirmar ser “melhor”. Existem melhores em cada estilo, portanto não comparem “Se Beber, não Case 2” com uma comédia do Monty Python, nem com uma do Woody Allen, pois além de estarem cometendo uma injustiça, ainda demonstram pouco conhecimento desta arte como um todo. Se quiserem comparar, que seja com o original ou até mesmo com “Quem vai ficar com Mary?”

O filme não evolui os conceitos do original, porém diverte da mesma forma. Por não ter o mesmo “efeito surpresa”, o roteiro apela para um humor mais grosseiro. Mas se você entrar no cinema sabendo o que irá encontrar, sairá muito satisfeito.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A Falta Que Nos Move

A Falta Que Nos MoveCom fortes características teatrais, pitadas de documentário e com uma ótima pegada cinematográfica, a diretora Christiane Jatahy faz uma excelente estréia nos cinemas com A Falta Que Nos Move, mas um ótimo fruto advindo do teatro e muito bem adaptado para a telona.

A Falta Que Nos Move é sobre amizades e histórias familiares. É um filme dentro de um filme. Em cena, o encontro de um grupo de amigos na véspera da noite de Natal. Eles se reúnem com o objetivo de fazer um longa-metragem, enquanto esperam para jantar uma pessoa que não sabem quem é, nem se vai realmente aparecer. A partir desse encontro, alegrias, frustrações, ausências e paixões vêm à tona no limite da tensão.

Longe da morosidade habitual presente na maioria das adaptações de textos teatrais que levam o formato dos palcos para as telas, com raras exceções, claro, Jatahy consegue misturar ficção e realidade propondo um interessante jogo de cena. Inserindo a Metalinguagem, a diretora trás o público para dentro da história, ampliando as possibilidades do gênero indo além do experimental.

Elenco afiado que vive eles mesmos ao mesmo tempo em que interpretam diferentes situações como personagens. Com uma direção ao mesmo tempo rica e curiosa após cinco meses de ensaio Jatahy criou um delicioso jogo de cena rico em atuações. A Falta Que Nos Move é um dos melhores filmes da temporada e vale a pena ser visto e revisto
.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

OS PINGUINS DO PAPAI

Os Pinguins do Papai“Os Pinguins do Papai” é o melhor filme para se assistir em família nesta temporada. Ele reutiliza em seu molde diversos elementos recorrentes na filmografia de Jim Carrey, como a importância da união familiar como solução para os problemas. É um filme à moda antiga, porém sincero em suas intenções.

O diretor Mark Waters (de “E se fosse Verdade...”) evita os obstáculos do roteiro e transforma o que fatalmente seria (em mãos menos capazes) um “filme de uma piada só”, em um produto mais interessante. O ambiente do filme pode ser gelado, porém se nota a cada frame um coração quente pulsando. Ele não “reinventa a roda”, mas cumpre seu papel de maneira exemplar.

Baseado em um clássico livro infantil de 1938 (de Richard e Florence Atwater), o roteiro retém o essencial: a trajetória de um homem que aprende a dar valor à sua família, após sua convivência com pingüins. Carrey vive Tommy Popper, um homem que vive de vender sonhos como uma maneira de fechar negócios, porém ele próprio negligenciava a fantasia em sua própria vida. Suas aventuras de criança, quando recriava em sua imaginação os atos de heroísmo de seu pai (que vivia viajando e somente se comunicava com ele por rádio), ocupavam agora um recôndito sombrio em seu coração. Escravo de sua rotina, pouco se emociona ao saber que seu pai havia falecido, porém a herança pouco usual que ele lhe oferece, irá fazê-lo repensar todas as suas escolhas.

As várias referências explícitas à Chaplin não escondem a inspiração da obra, que é honestamente infantil em essência. A presença no elenco da veterana Angela Lansbury (Van Gundy) é um afago nos cinéfilos mais dedicados. Sem dúvida, “Os Pinguins do Papai” é o melhor filme de Jim Carrey em muitos anos, que compensa suas falhas com muito coração e sensibilidade.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Transformers: O Lado Oculto da Lua

Transformers: O Lado Oculto da LuaTransformers – O Lado Oculto da Lua tem a missão de melhorar a imagem da criticada franquia que Michael Bay (Pearl Harbor) iniciou há cerca de 6 anos. Principalmente depois da equivocada segunda aventura dos robôs que se transformam em carros. Até mesmo o diretor, em recente coletiva de imprensa no Rio de Janeiro, admitiu que o longa não foi como se esperava em sua execução.

Confesso que gosto da ousadia do diretor em adaptar personagens que tão complexos para o cinema. Ao contrário de outros filmes que adaptados para a tela grande, possuem uma viga mestra em que se basear, como os famosos heróis dos quadrinhos que possuem um perfil de cada personagem. Robôs que surgiram como brinquedos e depois ganharam fama graças a desenhos animados dos anos 80 carecem de uma origem e perfis melhor delineados. Porém o diretor tem o péssimo hábito de pesar a mão nas cenas de ação. E isso, a exemplo da segunda aventura, se repete à exaustão.

Nessa nova aventura, os Autobots, liderados por Optimus Prime (Peter Cullen), participam de missões secretas ao lado dos humanos, onde tentam exterminar os Decepticons existentes no planeta. Um dia Optimus descobre que os humanos lhe esconderam algo ocorrido no lado oculto da Lua. Paralelamente, Sam Witwicky (Shia LaBeouf) vive com sua nova namorada, Carly (Rosie Huntington-Whiteley), e está à procura de emprego.
Esse exagero somado a sua longa projeção – são quase 3 horas de filme – devem cansar o maior dos amantes desse gênero. Assim como em outros longas capitaneados por Bay, Transformers se baseia em explosões, correria, tiros e tudo mais. E entre uma cena e outra, juras de amor e toques de comédia. Sem saber unir tantos elementos, Bay perde o fôlego no meio do filme depois de um início promissor. Mas vale a pena destacar os ótimos efeitos visuais e o 3D de Transformers. Isso mais as boas participações de John Malkovich e Francis McDormand valem o ingresso. 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O Casamento do meu Ex

O Casamento do meu Ex“O Casamento do meu Ex” é desinteressante e previsível. Com atores mal explorados pelo fraco roteiro, razão pela qual os poucos momentos potencialmente dramáticos soem falsos, seja pelas situações formulaicas ou por não conseguirmos nos conectar emocionalmente com os personagens. A diretora inexpressiva Galt Niederhoffer adapta seu livro e parece não conseguir traduzi-lo com imparcialidade, carregando com mão pesada certas passagens. 

Na trama testemunhamos o reencontro de um grupo de amigos da faculdade no casamento de um deles. Recebemos então longos diálogos (a qualidade de alguns me fez sentir falta do cinema mudo!) e típicas discussões entre pseudo-intelectuais (comuns no cinema indie). Como público, somos como convidados indesejados, devido ao aparente desleixo em nos apresentar minimamente os personagens e suas motivações.

As atuações são satisfatórias, mas sem brilho. Katie Holmes (Laura) e Anna Paquin (Lila) protagonizam talvez o único momento em que chegamos a acreditar que existe algum ser humano sentado na cadeira de diretor, próximo ao final do filme quando discutem a respeito de um vestido de casamento.

Se o compararmos com obras similares, como “O Casamento de Rachel” e “O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas”, o filme se revela uma tentativa frágil com alguma pretensão e pouco conteúdo, valendo apenas pela bela locação e fotografia de Sam Levy. 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A Casa

A Casa“A Casa” é puro marketing! Estruturalmente não existe nada que se possa chamar de cinema nesta brincadeira cara. A própria chamada já vende um produto mentiroso: “O primeiro filme de terror filmado em um único plano sequência”. Não precisa muita atenção para perceber que a obra possui setenta minutos, porém inicia de manhã e termina à noite! É o dia mais curto da história do mundo! Pior que isto, não existe possibilidade de filmar algo por este tempo em um único plano sequência sem cortes. O mesmo recurso utilizado por Hitchcock em “Festim Diabólico” se encontra neste, ou seja, existem cortes discretos em cenas escuras. 

Todos estes problemas poderiam ser esquecidos, caso o roteiro fosse aceitável, mas não é o que acontece. Os poucos momentos de sustos não o tornam mais interessante que um passeio na mais medíocre montanha russa. As atuações chegam a ser embaraçosas em diversas cenas, mesmo levando em consideração o gênero e o público alvo do produto. O diretor uruguaio Gustavo Hernandéz até tenta elaborar criativas maneiras de contornar o baixo orçamento, porém não consegue salvar o projeto, que ainda entrega um final (no mínimo) decepcionante.

Com certeza os Estados Unidos irão criar uma refilmagem, que possivelmente será tão medíocre quanto o filme original, porém com o triplo da verba. O mais triste é pensar que se tratava de uma ótima idéia, infelizmente desperdiçada.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Carros 2

Carros 2Era tão difícil prever o resultado final deste Carros 2 quanto uma empresa concorrente alcançar o grau de complexidade do conjunto da obra Disney & Pixar. A dificuldade de previsão havia se solidificado durante mais de uma década e meia de animações primorosas. Com apenas dois longas muito bons (Vida de Inseto e o primeiro Carros - todos os outros estão acima), nada indicava indícios de qualquer crise criativa. Seriam, as mentes por trás das oscarizadas e quase imbatíveis animações, infalíveis?

Baseada em fórmulas e repleta de clichês hollywoodianos (especialmente aqueles advindos de filmes sobre espionagem), a obra é o primeiro grande tropeço da antes sobre-humana empresa. A queda parece visível demais quando até um personagem tão carismático quanto o guincho Mate (“como tomate mas sem o to”) surge deslocado. Aliás, a beleza desse personagem era realçada justamente por ser, no filme anterior, um coadjuvante. Enquanto funcionava como alívio cômico, a trama se desenvolvia com beleza, alguma profundidade e, certamente, boas risadas. Mas, elevado ao posto de protagonista, o favorecimento de um arco dramático mais contundente se desfaz, as piadas se tornam forçadas e surgem os estereótipos e os diálogos artificiais apoiados em uma trilha sonora abatida (estranhos para uma produção Pixar).

Surpreendente na utilização da violência e com um sadismo definitivamente inesperado para uma produção de apelo infantil (talvez, com o intuito de impressionar os adultos que nunca precisaram disso para se encantar com obras como a trilogia Toy Story ou Ratatouille – essa última com repetidas referências na película em questão, o que é incomum quando se trata de piadas internas da empresa), o filme pode ser visto como um amontoado de ótimas ideias mal aproveitadas. É, sim, um universo curioso e, sem dúvida, disposto a ser desenvolvido.

Assim mesmo, Carros 2 é um grande espetáculo estético e o design dos novos personagens (inclusive os figurantes) é inspirado... especialmente dos carros japoneses, que remetem diretamente a animés.

O caráter oportunista fica claro após a saída do cinema, quando, sem querer, é possível relacionar, diretamente, as quase infinitas aparições de produtos (de brinquedos a roupas) relacionados aos 106 minutos da projeção. É, então, que se pode ter certeza da dúvida sanada por Carros 2: as mentes por trás da Disney & Pixar não são infalíveis. Pior... são humanas.

Ou havia algo na água do pessoal. Eis que surge um grande mistério.
Aguardemos o próximo trabalho..

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Potiche - Esposa Troféu

Potiche - Esposa TroféuSou fã do trabalho do diretor François Ozon, que com este encantador “Potiche – Esposa Troféu” resgata a alegria de seus primeiros filmes (assim como a elegância da era de ouro do cinema francês). Este é o tipo de obra que, mesmo se você estiver cansado ou desinteressado a princípio, irá conquistar sua atenção até o último minuto! 

Ozon nos entrega pequenas homenagens ao longo da projeção. Todos os que se apaixonaram por Catherine Deneuve no clássico “Os Guarda-Chuvas do Amor” de 1964, irão adorar o cenário em que a atriz se encontra nesta produção. A eterna “Bela da Tarde” vive Suzanne Pujol, uma peça de enfeite (potiche) em uma relação desgastada, acostumada a não constar na lista de prioridades do marido (Robert, vivido por Fabrice Luchine), um homem desprezível e mulherengo, odiado por seus funcionários e ignorado por seus filhos. O cenário (final da década de setenta) é retratado de forma farsesca, garantindo um tom quente e colorido nas cenas de Deneuve, contrastando com os tons frios dos momentos em que Fabrice participa.

Greve de funcionários e a ascenção do movimento feminista eram o cenário comum da época na França, porém o diretor não força a mão no viés político, deixando claro se tratar de uma típica comédia farsesca. Sua origem teatral compromete em certos momentos, tornando alguns diálogos e cenas um tanto quanto forçados, mas nada que comprometa o resultado final. Vale destacar a presença carismática do sempre ótimo Gérard Depardieu (Maurice Babin), como um deputado que esconde um valoroso segredo. Sua química com Deneuve é um prazer aos olhos, simbolizada pela fantástica cena de dança em uma típica discoteca da época. 

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Kung Fu Panda 2

Kung Fu Panda 2
Enquanto este possui mais ação, o original é superior em todos os outros aspectos. O que não quer dizer que “Kung Fu Panda 2” seja ruim, muito pelo contrário! Só carece do fator “surpresa”, que era o elemento mais interessante do primeiro, fazendo com que o humor seja “mais do mesmo”.

Mesmo sendo as crianças o público alvo prioritário, poderia ter sido evitado o excesso de clichês (problema em quase todas as animações da Dreamworks), fazendo parecer em certos momentos que estamos assistindo uma animação da década de 80 (mesmo que o visual seja moderno). O elemento que mantém a atenção dos adultos até o fim é a interpretação inspirada de Jack Black (e Lúcio Mauro Filho na ótima dublagem nacional) e o carisma que ele consegue dar ao corajoso protagonista, que já está na liderança dos Cinco Furiosos, mas tem uma lacuna a ser respondida em sua vida: por que ele é um urso e seu pai um ganso? Em uma válida mensagem para as crianças sobre as diferenças (análogas a todos nós), o personagem tenta descobrir sua identidade e sua função no ambiente em que habita. As respostas dadas são previsíveis, porém divertirão os pequenos.

Comparativamente, não é das melhores animações que o próprio estúdio já criou. A lição de moral já bastante desgastada poderia ter sido exposta de maneira muito mais agradável, assim como o resultado final poderia ser mais ousado e emocionante, mas a intenção desta vez parece ser somente lucrar com o sucesso do filme original.

domingo, 13 de novembro de 2011

Vênus Negra

Vênus Negra
Com “Vênus Negra”, o diretor tunisiano Abdellatif Kechiche nos apresenta o lado bestial do ser humano. A curiosidade que não encontra limite enquanto não é saciada, mesmo que dependa da humilhação de outros.

Baseado na história real da sul africana Saartjie (ótima atuação da estreante cubana Yahima Torres), que se apresentava em circos de aberrações na Londres do início do século dezenove. O público se chocava com as grandes dimensões de seu corpo (diferente do padrão da mulher européia da época) e médicos anatomistas chegavam a utilizá-la como objeto de estudos, comparando suas nádegas às de um babuíno e a dimensão de sua cabeça com a de um macaco, tentando provar a tese de que ela simbolizava o elo perdido entre os macacos e os africanos. Nesta cena que se passa logo no início, fica impossível não nos lembrarmos de situação semelhante no clássico de David Lynch: “O Homem Elefante”. A atmosfera é tão opressiva quanto!

A intenção do diretor é nos transformar em membros do público (com uso ostensivo de câmera em primeira pessoa na platéia), que assiste a degradação a qual a jovem se permite passar, em longas (muito longas) e torturantes cenas. A brutal exposição de seu corpo pode afastar o público casual, porém aqueles que suportarem os excruciantes 160 minutos da obra serão recompensados ao final, com pelo menos uma cena de extrema beleza, onde a protagonista revela seu lado humano e sensível. Não chega a ser tão eficiente quanto o clássico lamento de John Merrick no filme de Lynch (“Eu sou um ser humano!”), porém emociona.

Para terem uma noção clara do que esperar ao assistirem “Vênus Negra”, basta imaginarem uma combinação entre “O Homem Elefante” e “A Paixão de Cristo” de Mel Gibson. Em certos momentos, a exposição da humilhação humana beira o sadomasoquismo, infelizmente deixando o aprofundamento psicológico dos personagens (e suas motivações) em segundo plano. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Estamos Juntos

Estamos JuntosEm “Estamos Juntos”, o diretor Toni Venturi acerta em não querer explicar tudo, “mastigar” a experiência para o público. Além de ousar fugir dos tradicionais apelos nacionais, focando suas câmeras na queda e redenção psicológica da jovem médica Carmen (vivida brilhantemente por Leandra Leal, cujo carisma e talento se encaixam perfeitamente nas lentes de cinema). 

A maneira que o cineasta encontrou de nos fazer visualizar os meandros da psique de sua personagem principal encontra similaridades na obra de Roman Polanski:“Repulsa ao Sexo” e em “Persona” de Ingmar Bergman. O título (de múltiplas interpretações) encontra sua definição perfeita na bela introdução, onde vemos a cidade de São Paulo em todas as suas ambigüidades sociais, com os altos arranha-céus contrastando com as comunidades pobres.

Outro ponto a ser destacado é a linda fotografia de Lula Carvalho, que mais uma vez engrandece o resultado final. Cauã Reymond surpreende como Murilo, um amigo homossexual fútil que acabará disputando com a protagonista, as atenções do jovem violinista argentino Juan (Nazareno Casero). Neste ponto, o filme encontra seu grande problema. A partir do momento em que Nazareno entra em cena, não existe mais um senso de unidade na atuação e acabamos tendo nossa imersão danificada. Dedicarei um parágrafo (um parêntese) para explicar melhor este conceito.

Este é um problema comum no cinema nacional, posto que diferente de outros países no mundo, nós não temos uma escola de atuação ou um método predominante. Você pode estar assistindo um filme onde o protagonista seja de formação teatral inglesa, sua parceira advinda das telenovelas e o vilão, um artista circense! Esta mistura pode até dar certo, mas na maioria das vezes atrapalha nossa crença na naturalidade (essencial na linguagem cinematográfica). Deveria haver maior bom senso: ou todos atuam como em “Hamlet” ou todos sejam histriônicos como Matheus Nachtergaele! Enquanto Leandra Leal, Dira Paes e Cauã Reymond esbanjam naturalidade, Nazareno parece estar atuando em uma peça de teatro. Resultado: ilusão sacrificada! Mas a culpa não é do ator, mas sim de quem o escalou.

Dira Paes (Leonora) faz parte do núcleo base da trama. Ela é a líder da comunidade carente onde a jovem médica dá auxílio. Porém a força de caráter de Leonora e a garra dos membros da comunidade serão fundamentais na redenção da personagem principal, cuja vida sofrerá um baque ao constatar uma grave doença.

Um filme interessante, maduro tecnicamente e que não subestima o público. Parabéns a Toni Venturi e ao roteirista Hilton Lacerda, por entregarem (até o presente momento) o melhor filme nacional do ano!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Minhas Tardes com Margueritte

Minhas Tardes com MargueritteAh... Como eu gostaria de passar algumas tardes com Margueritte! Sem dúvida, a adorável senhora seria inesquecível durante todos os dias que me restam. Ela é uma daquelas raras personagens que transportam o espectador para outra dimensão... uma dimensão mais doce e mais delicada que transforma a visão de mundo mesmo após o surgimento dos créditos.

Gisèle Casadesus (aos incríveis 96 anos de idade) é fantástica ao dimensionar sua personagem com tamanho afeto. Suas expressões faciais desfilam pensamentos que acompanham fielmente as palavras da sua amigável voz. Ah... Como eu gostaria de passar algumas tardes com Margueritte!

O roteiro coeso e muito bem estruturado (inclusive, em seus flashbacks imprescindíveis) do diretor Jean Becker e de Jean-Loup Dabadie, baseado no livro de Marie-Sabine Roger, permite a troca de sentimentos entre os personagens e o público sem se tornar um exemplar sentimentalóide. Para isso, abre mão de qualquer trilha sonora melodramática e conta com a formidável riqueza de detalhes emprestada por Gérard Depardieu à sua personagem.

Vivendo um ogro francês de poucos recursos intelectuais, mas tão afável quanto a própria Margueritte, Depardieu, em boa hora, surge como uma crítica sutil aos valores perdidos e, mesmo que não seja espelho para os analfabetos funcionais (que, possivelmente, não chegarão perto desse filme), é introduzido (e tem o poder de introduzir o espectador) no universo mágico dos livros. “Ler? Tentei uma vez e não deu muito certo.”, afirma.

Apostando na simplicidade e apoiado em um elenco extremamente comprometido, Jean Becker apresenta um trabalho inquestionável de poesia visual (apoiado pela brilhante fotografia quase vintage de Arthur Cloquet), ressaltando com excelentes planos, inclusive, a improvável comoção de um gato ao escutar Germain (Depardieu), em vão, procurar e entender palavras em um dicionário.

Curto em sua duração, mas gigante em suas intenções, todos os minutos do filme são dignos de apreciação... assim como cada frase de um bom livro. Ah... Como eu gostaria de passar algumas tardes com Margueritte!

sábado, 5 de novembro de 2011

Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas

Piratas do Caribe: Navegando em Águas MisteriosasSaber reconhecer o próprio erro e consertar o mal feito para o bem dos fãs (e, claro, para seu próprio sucesso) são atitudes de muita personalidade. Reconstruir uma franquia aceitando, afinal, seu caráter leve e simples para resgatar o que se perdeu nas duas aventuras anteriores é, portanto, um mérito louvável desse quarto filme capitaneado pelo ilustre Jack Sparrow.

Jogando aos tubarões (ou às sereias? – de qualquer forma, deve ser um péssimo trocadilho) o ótimo e subestimado diretor Gore Verbinski (que havia pesado a mão após o excelente Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra) pelo menos cobiçoso Rob Marshall, a Disney conseguiu reencontrar aquela fórmula que funcionou tão bem no primeiro longa, fugindo dos roteiros mais adultos e complexos dos segundo e terceiro volumes. O resultado, então, é admirável.

Renovando, também, o elenco (mais uma vez liderado pelo impagável Johnny Depp – agora, o ator mais bem pago do planeta), a película é tão satisfatória fazendo o que se propõe que dificilmente haverá espaço para o espectador sentir saudade das personagens do Orlando Bloom e da Keira Knightley. Aliás, a química e o duelo de talento entre Depp e Penélope Cruz (que várias vezes rouba a cena) são tão intensos que podem valer todo o preço do ingresso (a menos que você tenha pagado para encarar um péssimo 3D utilizado de forma descartável e sem propósito – nesse caso, o casal conseguirá o(a) consolar pelos royalties gastos a mais).

A direção de arte consegue ser ainda mais competente que nos três longas anteriores, apresentando um resultado extremamente conciso e convincente junto à fotografia e ao espetacular figurino.

Hans Zimmer (um dos maiores injustiçados da última edição do Oscar), mais uma vez, confirma a sua ascensão como compositor e, retomando o tema já realizado anteriormente (por Klaus Badelt – Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra), insere uma nova dimensão à trilha que, mesmo sendo instigante e muito presente, é consciente o bastante para jamais afogar (outro trocadilho infame!) a projeção.

Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas, ao se assumir como uma aventura sem pretensões mirabolantes, termina por ser ainda mais adulto... Um daqueles adultos que faz questão de ter seus incríveis momentos infantis... Talvez após ter tomado alguns goles de rum ou, quem sabe, por ter encontrado a fonte da juventude. Trocadilhos?

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O Homem ao Lado

O Homem ao Lado
O fato é que “O Homem ao Lado” funcionaria muito melhor como um curta-metragem. Não que assistir a obra em seu formato normal seja cansativo, porém a história simples não se sustenta e o protagonista carece de carisma. Falta brilho, energia e um pouco de ousadia para que o filme sobreviva ao tempo, mesmo assim vale ser assistido pelo menos uma vez.

Visualmente possui muitos méritos, como a interessante e simbólica cena inicial onde vemos uma tela dividida em duas, com uma mostrando a ação pelo ponto de vista do morador e a outra pelo ponto de vista de seu vizinho. A cena mostra um buraco sendo aberto a marretadas em uma parede. O barulho incomoda Leonardo (vivido por Rafael Spregelburd), que transtornado descobre se tratar de uma pequena obra de seu vizinho Victor (Daniel Aráoz) para abrir uma janela que ficará de frente para sua sala de estar. Mesmo ele explicando que o faz para receber um pouco mais de luz do sol em sua casa, o jovem designer se mostra impassível. Se segue deste momento em diante, uma sucessão de situações cômicas (nem todas muito inspiradas) e reutiliza o velho conceito de “opostos que se atraem”. Enquanto Leonardo se mostra a princípio muito sistemático e bem sucedido, seu vizinho aparenta ser grosseiro e cruel. Como se é esperado, com o tempo ambos vão se surpreendendo com suas verdadeiras personalidades, ao cair das máscaras.

Sem querer estragar as minguadas surpresas, basta dizer que é um filme gostoso de assistir, porém que muito provavelmente irá se desvanecer de sua mente logo após o término. 

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Santa Paciência

Santa Paciência
O diretor Josh Appignanesi parece ter bebido da mesma fonte dos irmãos Farrely ao produzir essa bem vinda comédia politicamente incorreta, Santa Paciência (The Infidel no original). Com vários curtas em sua bagagem e também um produtor experiente, Appignanesi mostra coragem ao “brincar” com duas culturas tão distintas e antagônicas.

Nesta comédia vemos Mahmud um sujeito normal como outro qualquer. Dentro de casa é um O diretor Josh Appignanesi parece ter bebido da mesma fonte dos irmãos Farrely ao produzir essa bem vinda comédia politicamente incorreta, Santa Paciência (The Infidel no original). Com vários curtas em sua bagagem e também um produtor experiente, Appignanesi mostra coragem ao “brincar” com duas culturas tão distintas e antagônicas.

Nesta comédia vemos Mahmud um sujeito normal como outro qualquer. Dentro de casa é um adorável marido, um pai dedicado e assumidamente um muçulmano não-praticante. Até que um dia, uma descoberta colocará Mahmud no centro de uma rivalidade milenar, causando a maior crise de identidade, que já se viu. Ele descobre que é adotado, e que na verdade, nasceu em uma família tradicionalmente judia.

Apesar de chegar aqui em um momento de tensão internacional por Israel e os territórios palestinos, a comédia britânica "Santa Paciência" é um esforço admirável de brincar com bastante humor e propriedade com um assunto complicado seja cultural ou racialmente, que é a das relações entre muçulmanos e judeus. O roteirista David Baddiel soube delinear a engraçada crise de identidade e fé do protagonista e graças a espirituosa e discreta direção de Josh Appignanesi, o embate entre Mahmud (Omid Djalili) com um vizinho judeu (Richard Schiff) se torna ainda mais interessante e inusitado.

O longa é uma debochada sátira ao extremismo, embora seja mais condescendente com a cultura muçulmana do que com a judaica. É nesse momento em que Appignanesi pisa no freio em momentos onde poderia ir muito mais além. Receio? Pode ser, porém esqueça esse detalhe e embarque nesse roteiro cheio de malabarismos.

domingo, 23 de outubro de 2011

Velozes e Furiosos 5 - Operação Rio

Velozes e Furiosos 5 - Operação Rio
A proposta da série é simples e objetiva e os realizadores conseguiram manter uma rara coerência ao longo de cinco produções, todas com um bom nível de qualidade. O original dirigido por Rob Cohen em 2001 ainda pode ser considerado o melhor, porém esta quinta incursão da franquia supera as outras três continuações, pois se trata de uma coletânea dos elementos de maior sucesso: o trio composto por Vin Diesel, Paul Walker e a bela Jordana Brewster, o retorno de Tyrese Gibson (que roubava a cena em “Mais Velozes e Mais Furiosos”) e cenas de ação espetaculares!

Diferente de muitas outras franquias similares, nesta fica claro um progresso narrativo e uma tentativa de trazer algo de novo. Em “Velozes e Furiosos 5 – Operação Rio” a trama se assemelha ao conceito da série “11 Homens e um Segredo” e o clássico de 1969 “Um Golpe à Italiana”, deixando de lado o foco nas corridas clandestinas que havia nos três primeiros. Claro que todas as disputas e acertos de conta continuam sendo resolvidos por trás dos volantes, nada mais justo, já que foram os momentos que consagraram a série.

Por se passar no Rio de Janeiro, o diretor Justin Lin se aproveita ao máximo do nosso grande diferencial arquitetônico (já virou moda os heróis americanos pularem de barraco em barraco em nossas favelas), que mesmo péssimo como “cartão postal”, mostra-se uma inegavelmente eficiente moldura para trepidantes cenas de ação. Outro acerto da produção foi incluir o ex-astro de luta livre Dwayne “The Rock” Johnson na trama, proporcionando aos fãs alguns duelos verbais entre ele e Vin Diesel, tais quais dois pitbull´s rosnando um para o outro, deixando no ar a promessa de um ótimo combate em futuras produções.

Para os fãs da série e amantes do bom cinema de ação, comprar este ingresso é um ótimo investimento.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Caminho da Liberdade

Caminho da Liberdade
Que filme espetacular! Quando pensamos em cineastas importantes, poucos se recordam de Peter Weir, mesmo sendo ele um dos mais talentosos do ramo. Sua filmografia impressiona pelo alto nível e pela coragem em ousar correr riscos (seja na escolha dos temas ou na maneira de retratá-los). Tendo ficado ausente desde “Mestre dos Mares” de 2003, ele entrega agora mais uma obra prima irretocável!

Com produção da National Geographic, a história narra a corajosa escolha de um grupo de prisioneiros poloneses em conquistar o impossível: em plena segunda guerra mundial, fugir de uma prisão siberiana e enfrentar as brutais intempéries do excruciante país em uma longa caminhada. Se eles irão sobreviver ou não, pouco importa, pois se a morte vier, encontrará homens livres! Passando frio e fome, tencionam percorrer os mais de 6.400 km, da Sibéria até a Índia. Weir consegue nos colocar infiltrado no grupo, nos emocionando ao mostrar o grupo disputando restos de carne com uma matilha de lobos, assim como nos faz vibrar com a resignação de Janusz (Jim Sturgess) em manter a equipe confiante.

Entre as diversas qualidades do filme, vale salientar o domínio preciso de ritmo. Nada se mostra apressado ou mostrado em vão, os 130 minutos nos deixam querendo mais! Outro elogio deve ser dado ao tratamento oferecido à única personagem feminina: Irene (Saoirse Ronan). Fugindo do óbvio interesse romântico, o diretor escolhe mostrar a relação entre ela e os outros prisioneiros como uma ligação de amizade e crescente admiração, surpreendendo talvez o próprio público.

Finalizando, preciso dizer que Ed Harris (Mr. Smith) continua mantendo sua excelência e que Colin Farrel (Valka) realiza a melhor interpretação de sua carreira! Uma história extraordinária contada de forma brilhante.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Padre

Padre
Baseado em uma revista em quadrinhos coreana de Hyung Min-Woo, “Padre” não funciona como adaptação ou como obra de cinema.

A decepção maior é testemunhar um ator de potencial como Paul Bettany deliberadamente afundando sua carreira. Após o fiasco que foi “Legião” no ano passado, ele repete o erro com o mesmo diretor: Scott Stewart, neste arremedo de tentativas desorientadas. Bettany é o tipo de ator que pode receber a alcunha de kamikaze, pois mesmo com todos os indícios apontando uma tragédia cinematográfica, ele segue em frente e assina o contrato! “Conjunto de obra pra quê?”

O que se espera ao assistirmos este filme? Que sejamos entretidos, que tenhamos boas cenas de ação e com sorte, um roteiro interessante. Se analisarmos por este ângulo, ele se torna uma obra frustrante em todos os sentidos. As cenas de ação parecem trazidas diretamente dos anos 90, o roteiro não prende nossa atenção. Se caísse uma bomba nuclear na metade do filme que eliminasse todos os personagens, mal perceberíamos. E pensar que um bom diretor poderia transformar o interessante e ousado conceito em um produto até inovador.

A edição do filme também compromete, deixando claro em vários momentos que houve vários cortes significativos, que atrapalham o ritmo e o entendimento da trama. Imposição do estúdio que talvez tenha sido a “pá de cal” que faltava nesta produção. 

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Reencontrando a Felicidade

Reencontrando a Felicidade
“Reencontrando a Felicidade” fala sobre as mudanças na vida de um casal que sofre com a morte de seu filho. O que mais me agradou na obra foi perceber como o roteiro evita as armadilhas comuns aos filmes que lidam com o tema. O drama não é exagerado, havendo espaço inclusive para refinadas cenas em que o humor não vem como um alívio forçado, mas sim como uma conseqüência natural.

Em alguns momentos percebe-se este brilhantismo no roteiro, como quando o casal participa de uma reunião de grupo, onde uma das mães diz que foi Deus quem levou seu filho (fazia parte do plano divino), pois precisava de mais um anjo. A personagem de Nicole visivelmente irritada questiona: “Porque Deus não cria um anjo? Ele é Deus!”

As atuações são essenciais em obras sensíveis como esta. Nicole Kidman e Aaron Eckhart não decepcionam, conseguindo traduzir grande abrangência de sentimentos em simples trocas de olhares. Outro ponto a ser salientado é a bela trilha sonora de Anton Sanko, que sutilmente acompanha o desenrolar da história. Já o fraco título em português merece menção, provando o quanto as distribuidoras subestimam a inteligência do público (com razão?). “A Toca do Coelho” (Rabbit Hole) se refere ao clássico de Lewis Carrol: “Alice no País das Maravilhas”, refletindo a mensagem essencial da obra: na vida real não podemos fazer como Alice, nos refugiando em realidades alternativas.

O diretor John Cameron Mitchell realizou um dos melhores filmes do ano passado, injustamente pouco valorizado nas recentes premiações. Indicar apenas a interpretação de Nicole Kidman foi muito pouco, assistam e comprovem

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Agentes do Destino

Agentes do Destino
Há poucos escritores de ficção científica com um registro cinematográfico tão sólido como Philip K. Dick. Desde Blade Runner a Minority Report, contos de Dick inspiraram alguns dos espetáculos mais memoráveis do gênero, porque todos eles lidam com o que dá sentido a nossa vida efêmera dentro de um vazio existencial. Agentes do Destino mantém esse padrão e o diretor George Nolfi o segue a risca.

David Norris (Matt Damon) é um político importante, mas um escândalo acaba com a sua corrida ao Senado. Ao mesmo tempo, ele conhece Elise (Emily Blunt), uma mulher bailarina que passa a exercer sobre ele uma forte paixão. Contudo, homens com estranhos poderes de interferir no futuro aparecem do nada e começam a pressionar David, alertando-o que este romance não poderá continuar. Assim, sem saber ao certo quem são essas pessoas, a única certeza que ele possui é que precisa encontrar forças para enfrentar o destino e mudar o rumo de sua história.

Na esperança de manter a história tão obscura quanto possível nos primeiros 40 minutos, Nolfi nos apresenta um mundo que se parece muito com o nosso, mas combinado com o ambicioso projeto de produção, que segue o estilo do expressionismo alemão, bem como suas manifestações, o tom noir e o surrealismo, o que eleva o nível da película, porém esse tom híbrido de estilos pode causar estranheza por parte do público.

Quanto as atuações, Matt Damon e Emily Blunt entregam performances deslumbrantes. Se de um lado o estilo utilizado pelo diretor para narrar essa estranha história de amor segue um padrão diferente ao que o público está acostumado e acabe indo ao cinema esperando ver outro tipo de filme, os atores seguram bem o enredo e o interesse de quem estiver na poltrona torcendo pela dupla nessa mistura de thriller sobrenatural com pitadas de romance.

Como Arrasar um Coração

Como Arrasar um Coração
Muitos críticos no exterior se dividiram quanto ao desenvolvimento desse simpático longa francês. “Como Arrasar um Coração” (título em português para o original L'Arnacoeur) tem seus pontos válidos, é verdade, ser todo filmado na charmosa Paris e uma premissa a principio interessante. Talvez esses dois elementos tenham criado uma divisão na crítica especializada. Mas talvez o desenvolvimento da trama também tenha colocado o filme no lugar óbvio de costume das comédias românticas aumentando essa divisão de opinião.
Como Arrasar um Coração é mais um célebre caso da má condução de uma história. Em vez de arriscar na criação de algo novo e que possa abrir novas possibilidades para o gênero, o diretor opta por seguir a direção oposta e cômoda de tantas tramas açucaradas. O que prova mais uma vez que em termos de roteiro, o cinema francês pouco tem criado de bom nos últimos anos e “Como Arrasar um Coração” vem coroar a má fase francesa.

Como Arrasar Um Coração conta a história de Alex Lippi, um sedutor profissional que conquista todos os tipos de mulheres para depois partir. A intenção de Alex Lippi é desfazer casais indesejados. Isto é: Desmanchar relacionamentos onde as mulheres estejam infelizes e precisem de um empurrãozinho para cair fora.

Romain Duris e Vanessa Paradis estão em bons desempenhos, mas a trama caminha por referências desnecessárias e fora de propósito, como emular músicas datadas e francamente banais em sua trilha, resgatando hits esquecíveis dos anos 80 (Wham! e Dirty Dancing), algo que outro “clássico” do gênero, Amor à Distância com Drew Barrymore, já optou com mais propriedade sacando, por exemplo, de The Cure para pontuar sua também fraca história.

"Como Arrasar um Coração" é previsível do começo ao fim assim como a maioria das comédias românticas, apesar de contar com personagens simpáticos e um bom equilíbrio entre tolice e sentimento. Um desperdício de conceito e premissa, que na mão certa poderia seguir um caminho mais surpreendente, encantando o público. Encanto que o cinema francês precisa resgatar urgentemente.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Que Mais posso Querer

Que Mais posso Querer
“Que Mais posso Querer” conta uma história já bastante gasta, de maneira convencional e pouco atrativa. O tipo de filme que você se surpreende cansado e checando o tempo de duração, assustando-se com o fato de haverem passado apenas vinte e cinco minutos! Arrastado e previsível.

Anna (vivida por Alba Rohrwacher) é uma jovem bem realizada em seu emprego, porém infeliz em sua relação amorosa. Seu namorado Alessio (Giuseppe Battiston) não foge do estereótipo grosseiro, desinteressado e esquisito, envolto na teia da rotina. O roteiro então nos apresenta o garçom galã Domenico (Pierfrancesco Favino), que atrai a atenção da frustrada jovem que inicia uma relação regada a muitas cenas de sexo picantes e poucos questionamentos realmente interessantes ou inovadores. É exatamente como você já assistiu em diversos filmes, porém nunca de forma tão pouco atraente.

O diretor Silvio Soldini realiza um espetáculo técnico sem falhas, com ótimas atuações, porém frio. Ele não julga as atitudes de seus personagens, tampouco os torna interessantes. O filme termina e se apaga de nossa mente no exato momento em que as luzes se acendem!

sábado, 17 de setembro de 2011

Amor?

Amor?
Como documentarista o diretor João Jardim teve uma ótima experiência em Pro Dia Nascer Feliz ao falar das adversidades de alunos de escolas brasileiras. Agora o diretor volta suas lentes para um tema que está incrustado na sociedade: A violência derivada de uma grande paixão. Tendo como base diversos depoimentos verídicos de pessoas que passaram por essa situação o diretor pode delinear seu mais novo filme, “Amor?”, que chega aos cinemas nesta sexta em meio a outras grandes estreias.

A intenção do diretor é louvável, sobretudo por abordar um tema espinhoso através de pessoas da classe média e alta de nossa sociedade e tirar de sua mira estereótipos mais freqüentes em filmes que se nutrem das classes menos abastadas e caem no lugar comum. Lugar comum que fica longe desse drama bem dirigido, mas que perde impacto sem seus verdadeiros protagonistas contando suas histórias. Jardim optou por contar com um grande elenco retratando as pessoas que deram seus sofridos depoimentos. Apesar de o elenco estar muito bem, faltou esse dado mais “pessoal” nessa produção que conta ótimas histórias de forma linear, mas sem ousar aonde deveria. 

domingo, 11 de setembro de 2011

As Mães de Chico Xavier

As Mães de Chico Xavier
A capitalização recente em cima da temática espírita já nos apresentou uma obra mediana (“Chico Xavier”) e uma obra medíocre (“Nosso Lar”), agora apresenta com “As Mães de Chico Xavier”, uma obra que consegue alcançar um meio termo entre as duas já citadas.

As intenções belíssimas, porém traduzidas de maneira precária pela equipe técnica, são condizentes com a filosofia da crença. Os espíritas que não entendem muito sobre cinema, irão reclamar com os críticos, pois para eles o que vale é que os ensinamentos foram passados. Muita câmera lenta e uma trilha exagerada, tudo muito bem planejado para atender ao nicho que representa seu público alvo. Sem em nenhum momento questionar, o roteiro funciona como uma eficiente ferramenta doutrinária. O símbolo desta imparcialidade é o personagem de Caio Blat, um jornalista cético que aos poucos vai se tornando um ferrenho defensor do espiritismo.

A realidade é que os nossos cineastas ainda não conseguiram encontrar uma maneira de traduzir o discurso espírita de forma cinematograficamente eficiente. Pecam em sua essência, pois tentam criar tutoriais de sua filosofia e não obras de arte. Os atores interpretam utilizando a linguagem das novelas e do teatro, destruindo o ritmo do filme. Os diretores Glauber Filho e Halder Gomes não fogem das óbvias retratações do paraíso, com nuvens e espíritos de luz já desgastados.

Mas esta crítica não servirá aos espíritas, que sempre irão contra argumentar com pérolas como: “Você não entende a doutrina” ou “leia os livros de Kardec”. E por mais que expliquemos que analisamos o filme como obra de cinema, não como um “manual de instruções” de qualquer crença, não irão entender.

“As Mães de Chico Xavier” como cinema é ruim, exagera nos truques para emocionar, nos diálogos edificantes e que soariam melhor em palcos de teatro, com um ritmo que se arrasta e cansa até mesmo os mais devotados.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Singularidades de uma Rapariga Loura

Singularidades de uma Rapariga Loura
Falar do cinema realizado pelo português Manoel de Oliveira é admirar a simplicidade (que me remete a Yasujiro Ozu) e a elegância de um homem que continua filmando aos 102 anos! Incrível constatar em “Singularidades de uma Rapariga Loura” o mesmo humor ingênuo de seu início em “Aniki Bóbó”, ainda na década de 40.

A obra definitivamente é indicada para os que já apreciam o estilo do cineasta, pois possui um ritmo lento, mesmo tendo apenas uma hora (que parecem duas!). Aqueles que já sabem o que esperar se encantarão com pequenos momentos simbólicos na trama, como quando se é recitado um poema de Fernando Pessoa ou na bonita forma que o cineasta encontrou para homenagear o autor do conto: Eça de Queirós. Aliás, conto este reproduzido com fidelidade. Sem querer estragar a surpresa para os que não conhecem a história, basta dizer que Oliveira nos apresenta Francisco (vivido por Ricardo Trêpa), um contador que se apaixona perdidamente por uma bela jovem (Catarina Wallenstein) com a qual troca olhares todas as tardes pela janela.

O diretor acerta ao trazer atemporalidade à obra, com personagens de gestos e atitudes que se alternam entre antigas e modernas. A Lisboa apresentada é claramente nascida das lembranças da juventude do cineasta, assim como os chapéus que serviam de adorno a uma elegância esquecida (infelizmente) pelos homens de nosso tempo.

A realidade é que não são os filmes do diretor que são lentos, fomos nós que perdemos a paciência. Oliveira (assim como Ozu) cria obras para serem saboreadas com calma, onde os detalhes possuem razão de existir.

Marcha da Vida

Marcha da Vida
O holocausto sempre será matéria-prima para as mais diversas produções cinematográficas, muitas com grande apelo e alcance popular. Importantes obras que podem e devem lembrar o que de pior um ser humano é capaz. Nesta sexta chega aos cinemas mais um documentário que esmiúça os eventos daquela época negra da humanidade através do olhar de quem viveu – e sobreviveu – ao genocídio. Marcha da vida, doc. dirigido por Jessica Sanders e co-produzido pela Conspiração Filmes em parceria com a Filmland.

“Marcha da Vida” mostra a experiência de jovens de diversas partes do mundo ao conhecerem campos de concentração mantidos pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Filmado no Brasil, Alemanha, Polônia, Israel e Estados Unidos, o documentário acompanha os participantes desta marcha, numa jornada emocionante, desde a sua terra natal (São Paulo, Los Angeles e Berlim) até a chegada a Auschwitz e Birkenau, onde os jovens entram em contato com a história.

Jessica teve a habilidade de captar através de suas câmeras a emoção vivida tanto pelos sobreviventes como pelos jovens. Mesmo optando pelo padrão esquemático muito comum na maioria dos documentários como imagens em plano geral, depoimentos em off e entrevistas, Sanders soube dosar cada fala e imagem sem se exceder ou soar artificial na busca pela emoção fácil. Além de tudo foge do didatismo monótono, o que deve elevar o interesse do público e reavivar na memória de todos um dos maiores crimes que o mundo já conheceu. Uma aula de história recente da humanidade e obrigatória sempre.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Contracorrente

Contracorrente
Uma espécie de Dona Flor e Seus Dois Maridos às avessas, esse filme Peruano que concorreu a uma vaga ao Oscar desse ano, mas foi eliminado logo na primeira etapa, Contracorrente é mais um filme gay que chega aos cinemas sem se preocupar em chocar ou mesmo levantar bandeiras. Esse é um ponto importante no longa dirigido por Javier Fuentes, decidido apenas a contar a história de amor entre dois homens em meio a uma sociedade preconceituosa (uma vila de pescadores).

Contracorrente pode ser facilmente comparado ao sucesso O Segredo de Brokeback Montain, devido as semelhanças com o filme de Ang Lee, mas a verdade que o tema de amor entre dois homens não trás tanta novidade na maioria dos roteiros. Os argumentos no geral se assemelham como um todo e “Contracorrente” sofre desse problema. Em parte, o público sabe o que esperar no fim das contas. Para tentar driblar esse problema, Fuentes se valeu do artifício do sobrenatural para dar maior importância à história de Santiago (O pintor) e Miguel (O pescador), que vivem uma paixão as escondidas, até que uma tragédia revela mais do que Miguel desejaria. É nesse ponto que o filme perde força e segue pelo caminho espiritual. Se não fosse nessa Contracorrente, talvez trouxesse algum diferencial.

O filme tem uma boa fotografia e boas atuações, mas permanece mediano devido ao seu tema atual, mas sem um bom argumento. Vale pela tentativa de tocar em um assunto importante e que na maioria das vezes é jogado para “debaixo do tapete”.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Eu Sou o Número 4

Eu Sou o Número 4
Cada vez mais os estúdios de cinema se voltam para o público adolescente produzindo histórias açucaradas com teor de ação e ficção misturados, criando uma salada por vezes sem sal e sem tempero. Seguindo a mesma tendência – infelizmente- da saga Crepúsculo, chega aos cinemas “Eu Sou o Número 4”, produção dirigida por D.J. Caruso, diretor que já mostrou uma média habilidade no gênero do suspense com Paranóia, mas não tem feito nada de fato com mais substância atualmente. Agora o diretor volta ao cinema com essa adaptação de um livro não tão conhecido do grande público. Será falta de um bom roteiro?

“Eu sou o Número 4” é previsível do início ao fim com é o habitual das produções que tem como foco o público adolescente. Um emaranhado de idéias antigas que se propõem apenas e tão somente a entreter sem criar um conteúdo inovador para o gênero água com açúcar. A premissa é mesma que tantos e tantos filmes voltados para a faixa mais consumidora da sociedade, os adolescentes. Nele temos os eternos clichês dessas produções, o mocinho que foge dos alienígenas caçadores, a mocinha que se revela uma grande guerreira e claro, um colégio cheio de valentões idiotas e suas vítimas nerds. Sem falar nos vilões alienígenas.

O problema desse tipo de filme é não beber de outras primorosas fontes que tanto fizeram sucesso em décadas passadas e buscar idéias em livros e roteiros bobos que subestimam a inteligência de um público que precisa ser instigado.

A Trilogia “De Volta para o Futuro” é uma prova de que é possível fazer um filme onde a junção de diversos estilos (drama, comédia, ação, suspense) deram certo e até hoje é referência de bom roteiro e direção. Mas também é a prova de que, infelizmente, nem sempre uma boa fórmula pode ser reproduzida. E Eu Sou o Número 4 está aí para atestar. Pena.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Wenger, mesmo suspenso, se comunicou com seus jogadores durante partida da Liga dos Campeões


Arsene Wenger, técnico do Arsenal, ao lado do assitente (Foto: Getty Images)

O técnico do Arsenal, o francês Arsene Wénger, que se comunicou com seus jogadores na partida de ida preliminar da Liga dos Campeões contra o Udinese enquanto estava suspenso, recebeu nesta segunda-feira punição da Uefa. O treinador dos Gunners, que falou pelo celular com um auxiliar para passar instruções, pegou dois jogos de gancho.
Além disso, o clube inglês terá que pagar multa de € 10 mil (R$ 23 milhões). O clube tem três dias para recorrer da decisão após a notificação.
Desta maneira, Wenger perderá o jogo de volta da Liga dos Campeões e outra partida de competição europeia. O Arsenal venceu o Udinese por 1 a 0 na ida e tem a vantagem do empate na segunda partida.
Wenger foi punido com uma partida de suspensão por ter criticado o árbitro no duelo contra o Barcelona pela Champions da temporada passada.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Segundo o diário 'Marca', meia do Wolfsburg aguarda investida do clube madrileno


Diego do Wolfsburg (Foto: Getty Images)

O objetivo de Diego para a temporada 2011/12 é o futebol espanhol. Ao menos é o que aposta a imprensa madrilena, que divulgou nesta terça-feira que, aguardando investida do Atlético de Madri, o jogador do Wolfsburg recusou proposta do Galatasaray.
De acordo com o diário "Marca", o treinador Gregorio Manzano conta com Diego para armar o meio-campo rojiblanco jutamente com o turco recém contratado Arda Turan e municiar o colombiano Falcao Garcia, outra nova atração do time espanhol.
Em baixa no futebol alemão, onde treina em separado no Wolfsburg, Diego é visto pela imprensa espanhola como um atleta talentoso, porém controverso. Mesmo assim, o meia brasileiro seria, segundo Manzano e a comissão técnica, ‘a cereja que falta ao bolo do Atlético para brilhar na temporada que se inicia.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Mesmo com seis jogos, joia da Vila cresce na competição. Revelação do São Paulo, Lucas cai de produção e já não figura mais entre os cinco melhores


Neymar e Ronaldinho no jogo Santos e Flamengo (Foto: Ag. Estado)

Às vésperas de completar o primeiro turno, o Campeonato Brasileiro não só mostra o equilíbrio de praxe a cada rodada, como também nas notas do Troféu Armando Nogueira, que premia os melhores da competição. E quem vem crescendo para assumir o posto de craque do Brasileirão, que até então pertence a Ronaldinho Gaúcho, com 6,97 de média, é Neymar. Com seis jogos disputados no certame – dez a menos que o camisa 10 do Flamengo -, pois esteve com a Seleção Brasileira na melancólica Copa América, a joia da Vila Belmiro está em terceiro no ranking com 6,83, apenas 14 décimos atrás do meia rubro-negro.
O goleiro Marcelo Grohe, reserva de Victor no Grêmio, é o segundo com 6,92, mostrando que soube aproveitar as chances enquanto o titular esteve na Argentina - o arqueiro disputou seis jogos como titular, que corresponde a um terço do total de partidas até a 18ª rodada. Porém, de volta ao banco, perder o posto para Neymar parece inevitável.
Se a ascensão do Menino da Vila é evidente, o mesmo acontece com a queda de Lucas. Até a 15ª rodada, o meia-atacante do São Paulo figurava entre os melhores - 6,85 de média. No entanto, atuações modestas nas rodadas seguintes culminaram na queda brusca da revelação são-paulina. Hoje, o jovem não figura mais no top 5 do campeonato e ainda saiu do topo de melhor meia, perdendo para Oscar, do Inter, o novo líder, e Montillo, do Cruzeiro, respectivamente.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Schweisteiger marca o outro, e bávaros podem perder até por um gol de diferença que se classificam para fase de grupos da Liga dos Campeões


Bastian Schweinsteiger comemora gol do Bayern contra o Zurique (Foto: Reuters)
O Bayern de Munique fez o dever de casa nesta quarta-feira, na Allianz Arena. Com gols de Bastian Schweinsteiger e Arjen Robben (veja no vídeo ao lado), os bávaros venceram o Zurique por 2 a 0, na fase de playoffs da Liga dos Campeões. O placar poderia ter sido mais elástico, principalmente pela quantidade de lances perdidos pelos donos da casa. Gomez, por exemplo, desperdiçou duas chances claras de deixar a equipe alemã em uma situação ainda mais tranquila para o jogo de volta.
A vaga para a fase de grupos da Liga dos Campeões será decidida na próxima terça-feira, em Zurique. O duelo entre os donos da casa e o Bayern acontecerá no Estádio Letzigrund. No jogo de volta, os bávaros podem perder até por um gol de diferença para conquistar a classificação. Em caso de vitória dos suíços por 2 a 0, o confronto será definido nos pênaltis. Se forem derrotados por dois gols de diferença, mas marcar na casa do adversário (3 a 1, 4 a 2, 5 a 3 e daí em diante), os alemães avançam.

domingo, 14 de agosto de 2011


arsene wenger arsenal treino (Foto: agência Getty Images)

Há vida sem Cesc Fábregas? O torcedor do Arsenal vai descobrir nesta terça-feira, no Emirates Stadium, em Londres. Sem o jogador espanhol, negociado com o Barcelona, o Arsenal vai encarar o Udinese, pela fase de classificação da Liga dos Campeões. O confronto vale uma vaga na fase de grupos do principal torneio do continente europeu.
O confronto tem um dado curioso tanto do lado do Arsenal como do Udinese. Os dois clubes perderam os seus principais jogadores para o Barcelona. Enquanto Fábregas foi contratado pelo time culé no fim de semana, o atacante chileno Alexis Sánchez foi o primeiro a desembarcar no Camp Nou. Apesar da perda, o técnico dos Gunners, o francês Arsène Wenger, afirmou que os londrinos saberão dar a volta por cima.
- Sobreviveremos sem Fàbregas se estivermos unidos. Perdemos um jogador de primeiro nível e sentimos muito. Mas muitos bons jogadores já deixaram o Arsenal e o clube seguiu adiante - analisou o comandante do time inglês.
Mais dois confrontos chamam a atenção nesta terça-feira. O Twente recebe o Benfica em Portugal, e o Lyon o Rubin Kazan, em casa.

sábado, 13 de agosto de 2011

Artilheiro do Porto torce para ser lembrado por Mano Menezes e voltar a vestir a camisa amarelinha: 'Vou trabalhar para ter uma oportunidade


Hulk e Alex da Seleção (Foto: Leandro Canônico / Globoesporte.com)

Foram 23 gols marcados em 26 jogos disputados no Campeonato Português 2010/2011, quando o Porto se consagrou campeão nacional pela 25ª vez na história. Considerado o melhor jogador da temporada, o atacante brasileiro Hulk é a maior estrela da competição, que teve início nesta sexta-feira com um empate entre o Gil Vicente e o Benfica (2 a 2). O artilheiro, no entanto, sonha com voos mais altos. Além da vontade de consquistar o bi, Hulk quer um lugar naSeleção Brasileira, na qual teve três breves passagens.
- Acho que foi legal. Estive bem apesar de pouco tempo. Entrei contra a França e fiquei pouco em campo (a Seleção perdeu por 1 a 0 para os Bleus em fevereiro de 2011). Vou esperar e trabalhar para ter uma oportunidade – disse, em entrevista por telefone ao GLOBOESPORTE.COM.
A primeira convocação aconteceu em outubro de 2009, ainda na era Dunga, quando participou dos treinamentos para os amistosos contra a Inglaterra e Omã e não teve chance dentro de campo. Depois, em agosto de 2010, Mano Menezes lembrou do brasileiro, que se apresentou para um período de atividades na Europa. Apesar de não ter tido uma conversa em particular com o atual técnico do Brasil, Hulk acredita que a impressão deixada foi positiva e espera que o bom desempenho em Portugal chame a atenção de Mano.
- Estou feliz por viver este momento e pelas conquistas. Quando um trabalho é reconhecido fico feliz. Fico por dentro de todas a notícias da Seleção. É um sonho meu estar na lá e aproveitar.

sábado, 6 de agosto de 2011

Ricky

Ricky“Ricky” é um filme que mescla temas de cunho social com uma bela história digna dos clássicos contos de fada.

Falar muito sobre a trama estragaria a fantástica surpresa que o cineasta francês François Ozon guardou para seu público. O que posso adiantar é que não poderia haver nascido um bebê mais especial que Ricky! Katie (vivida por Alexandra Lamy) e sua filha de sete anos Lisa (Melusine Mayance) possuem uma bela relação de cumplicidade, que a câmera de Ozon transmite com rara beleza sutil nos seus minutos iniciais. Quando o seu colega de trabalho na fábrica, o espanhol Paco (Sergi Lopez) inicia uma relação com Katie, desperta desconfiança na criança prematuramente madura. Desta relação nasce Ricky, que cedo começa a apresentar hematomas em suas costas, fazendo crescer a desconfiança da mãe com relação à índole do pai. Estaria ele batendo em seu filho? Seria a irmã mais velha, procurando atenção? A resposta dada pelo cineasta é uma bela surpresa que ofusca as pequenas falhas da obra em sua hora final, com direito inclusive a um toque final que nos remete aos piores elementos nas obras de Spielberg.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Ex-atacante do Fluminense marca duas vezes contra o Senica



Alan comemora gol pelo Red Bull na Liga Europa (Foto: EFE)

O Atlético de Madri, atuando sem os brasileiros Miranda e Elias, venceu o Stromsgodset por 2 a 0 nesta quinta-feira, no estádio Marienlyst, na Noruega, e se classificou para a terceira rodada prévia da Liga Europa.
Na partida de ida, o time da capital espanhola já tinha vencido, em casa, o time norueguês por 2 a 1 e o ex-zagueiro do São Paulo fez sua estreia, mas foi expulso e desfalcou a equipe nesta quinta. Com o brasileiro Paulo Assunção e o uruguaio Diego Forlán em campo, o Atlético abriu logo o placar aos 13 minutos da primeira etapa com Adrián, após passe de Reyes.
Esse resultado já garantia a classificação do time comandado por Gregorio Manzano, mas mesmo assim o Atlético ampliou com Reyes, aos 48 do segundo tempo, decretando a vitória e garantindo a vaga na próxima fase.
Na Eslováquia, o atacante Alan, ex-Fluminense, brilhou na vitória de 3 a 0 do Red Bull Salzburg: o brasileiro marcou duas vezes contra o Senina e ajudou o time austríaco a se classificar. O primeiro gol da partida foi de outro brasileiro, Leonardo.
- Estou vivendo um ótimo momento da minha carreira e fico feliz por estar ajudando meu clube a atingir metas importantes. Tive algumas dificuldades no início da minha trajetória no futebol europeu, mas hoje me sinto totalmente adaptado e os gols são resultado de muito trabalho e dedicação. Quero conquistar títulos pelo Red Bull Salzburg e retribuir a confiança deles ao investirem no meu futebol - disse Alan, que tem sete gols em sete jogos oficiais na temporada