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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Os Agentes do Destino

Os Agentes do Destino
Baseado em um conto de Philip K. Dick, o qual a série Fringe tem como referência maior, o filme não nega, nem por um instante, que se trata de um romance, mas o é à sua maneira.

Funcionando, com menos firmeza, como ficção científica e thriller de espionagem, o longa ainda consegue incutir dúvidas existenciais e incertezas sobre quaisquer decisões que tomamos (ou deixamos de tomar – o que não deixa de ser uma decisão). Para isso, o diretor novato George Nolfi (um dos roteiristas d’O Ultimato Bourne) escreveu um roteiro inteligente, capaz de entregar fatos a passos graduais sem comprometer o nosso interesse por um desfecho convincente.

Acostumado que está a escrever sobre espionagem, sendo roteirista, também, em Doze Homens e Outro Segredo e Sentinela, Nolfi demonstra sua capacidade para elaborar quebra-cabeças complexos sem exigir demais da inteligência do espectador, mas sem duvidar dela. Isso surte um interessante efeito de convite à obra, para que, junto aos protagonistas, consigamos desvendar o que se passa. É divertido.

Matt Damon e Emily Blunt, sempre corretos em suas atuações, convencem demonstrando entrosamento e uma química bastante favorável e, ajudados pela fotografia muito bem realizada e por um belíssimo figurino, conduzem a história com maestria e jamais perdem o carisma.

Carregado de referências, desde O Processo, de Kafka, até à obra do pintor surrealista belga Reneé Magritte, Os Agentes do Destino é, de fato, um bom filme. Diverte e induz o pensar sem dificuldade. Portanto é, realmente, uma pena que aquele nosso interesse por um desfecho convincente não seja atendido.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A Garota da Capa Vermelha

A Garota da Capa Vermelha
“Da diretora de Crepúsculo”. Essa é a primeira chamada do filme. Faltou lembrar à produção que isso não é exatamente um mérito. Por favor, não me tenha como preconceituoso! Catherine Hardwicke já esteve à frente do ótimo Aos Treze e do bom Os Reis de Dogtown, porém, infelizmente, parece ter resolvido enterrar uma carreira que poderia, sim, ser brilhante.

Apostando nos mesmos estereótipos massantemente desgastados da “Saga” Crepúsculo (a garota apaixonada e, ao mesmo tempo, desorientada disputada por dois rapazes opostos), a cineasta exibe uma película que requer coragem (para assistir), paciência (para suportar) e uma memória seletiva (para esquecer). Mesmo que alguns poucos lampejos daquela diretora de oito anos atrás se mostrem presentes (como as rápidas jogadas de câmera), nada seria suficiente para suplantar o roteiro (?).

O roteirista David Johnson, que, com A Orfã, também tivera um início promissor, realiza um trabalho sem propósito, com diálogos fracos e vagos e resoluções inexpressivas e previsíveis. Sua sorte é poder contar com o sempre excelente Gary Oldman (aqui, no papel de um sacerdote aficionado) para entoar o que escrevera e da admirável Julie Christie (que interpreta a “vovó”). Amanda Seyfried (Valerie – a Chapeuzinho), Lukas Hass (Padre Auguste) e Virginia Madsen (Suzette) inteiram a lista das interpretações que valem, ao menos, parte do ingresso.

Da mesma forma (visto de ângulos opostos, claro) estão os dois jovens péssimos atores que disputam Valerie, sendo um deles (Max Irons) filho do sensacional Jeremy Irons. Sem qualquer carisma, eles conseguem puxar a produção ainda mais para o buraco negro da inconsciência (como se ela não tivesse força suficiente para tal).

A fotografia, que chama a atenção por ser semelhante à da “saga” vampiresca, parece apostar no mesmo público pré-adolescente e adolescente que vibra com Edward, Bella e o lobo mau Jacob, assim como a triste (de ruim) direção de arte e a trilha sonora sem qualquer clímax.

Mas nem tudo são espinhos (como, felizmente, a maior parte do elenco comprova). De qualquer forma, 100 minutos não demoram para passar. E, algumas vezes, um filme ruim é tão bem-vindo quanto uma auto-injeção na testa... serve para despertar da inércia.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Se Beber, não Case! - Parte 2

Se Beber, não Case! - Parte 2
O filme original estabeleceu uma fórmula certeira: inicia no ápice do caos, seguido de um flashback e termina com a exibição das fotos que provam a origem dos problemas. Em “Se Beber, não Case 2” temos a mesma boa piada sendo repetida, mudando apenas o cenário. É mais do mesmo, porém satisfatório!

Excetuando-se uma perceptível quebra de ritmo após sua primeira hora (que volta a engrenar próximo ao fim), o projeto do diretor Todd Phillips irá arrancar sonoras gargalhadas em pelo menos três momentos (lógico que não irei lhes contar quais). Assim como o primeiro, se trata basicamente de uma reunião de esquetes englobando diversos tipos de humor, sendo que neste segundo é dado maior enfoque ao slapstick (pastelão). Também fica claro que o personagem carismático de Zach Galifianakis (Alan) é a força condutora da obra. Basta ele aparecer em cena que começamos a rir, já antecipando suas tiradas sensacionais!

Um parágrafo direcionado aos possíveis detratores: apreciar (ou não) o estilo do filme é questão de gosto e preferência, mas é preciso entender que não existe apenas uma forma de fazer comédia, ou alguma que se possa afirmar ser “melhor”. Existem melhores em cada estilo, portanto não comparem “Se Beber, não Case 2” com uma comédia do Monty Python, nem com uma do Woody Allen, pois além de estarem cometendo uma injustiça, ainda demonstram pouco conhecimento desta arte como um todo. Se quiserem comparar, que seja com o original ou até mesmo com “Quem vai ficar com Mary?”

O filme não evolui os conceitos do original, porém diverte da mesma forma. Por não ter o mesmo “efeito surpresa”, o roteiro apela para um humor mais grosseiro. Mas se você entrar no cinema sabendo o que irá encontrar, sairá muito satisfeito.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A Falta Que Nos Move

A Falta Que Nos MoveCom fortes características teatrais, pitadas de documentário e com uma ótima pegada cinematográfica, a diretora Christiane Jatahy faz uma excelente estréia nos cinemas com A Falta Que Nos Move, mas um ótimo fruto advindo do teatro e muito bem adaptado para a telona.

A Falta Que Nos Move é sobre amizades e histórias familiares. É um filme dentro de um filme. Em cena, o encontro de um grupo de amigos na véspera da noite de Natal. Eles se reúnem com o objetivo de fazer um longa-metragem, enquanto esperam para jantar uma pessoa que não sabem quem é, nem se vai realmente aparecer. A partir desse encontro, alegrias, frustrações, ausências e paixões vêm à tona no limite da tensão.

Longe da morosidade habitual presente na maioria das adaptações de textos teatrais que levam o formato dos palcos para as telas, com raras exceções, claro, Jatahy consegue misturar ficção e realidade propondo um interessante jogo de cena. Inserindo a Metalinguagem, a diretora trás o público para dentro da história, ampliando as possibilidades do gênero indo além do experimental.

Elenco afiado que vive eles mesmos ao mesmo tempo em que interpretam diferentes situações como personagens. Com uma direção ao mesmo tempo rica e curiosa após cinco meses de ensaio Jatahy criou um delicioso jogo de cena rico em atuações. A Falta Que Nos Move é um dos melhores filmes da temporada e vale a pena ser visto e revisto
.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

OS PINGUINS DO PAPAI

Os Pinguins do Papai“Os Pinguins do Papai” é o melhor filme para se assistir em família nesta temporada. Ele reutiliza em seu molde diversos elementos recorrentes na filmografia de Jim Carrey, como a importância da união familiar como solução para os problemas. É um filme à moda antiga, porém sincero em suas intenções.

O diretor Mark Waters (de “E se fosse Verdade...”) evita os obstáculos do roteiro e transforma o que fatalmente seria (em mãos menos capazes) um “filme de uma piada só”, em um produto mais interessante. O ambiente do filme pode ser gelado, porém se nota a cada frame um coração quente pulsando. Ele não “reinventa a roda”, mas cumpre seu papel de maneira exemplar.

Baseado em um clássico livro infantil de 1938 (de Richard e Florence Atwater), o roteiro retém o essencial: a trajetória de um homem que aprende a dar valor à sua família, após sua convivência com pingüins. Carrey vive Tommy Popper, um homem que vive de vender sonhos como uma maneira de fechar negócios, porém ele próprio negligenciava a fantasia em sua própria vida. Suas aventuras de criança, quando recriava em sua imaginação os atos de heroísmo de seu pai (que vivia viajando e somente se comunicava com ele por rádio), ocupavam agora um recôndito sombrio em seu coração. Escravo de sua rotina, pouco se emociona ao saber que seu pai havia falecido, porém a herança pouco usual que ele lhe oferece, irá fazê-lo repensar todas as suas escolhas.

As várias referências explícitas à Chaplin não escondem a inspiração da obra, que é honestamente infantil em essência. A presença no elenco da veterana Angela Lansbury (Van Gundy) é um afago nos cinéfilos mais dedicados. Sem dúvida, “Os Pinguins do Papai” é o melhor filme de Jim Carrey em muitos anos, que compensa suas falhas com muito coração e sensibilidade.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Transformers: O Lado Oculto da Lua

Transformers: O Lado Oculto da LuaTransformers – O Lado Oculto da Lua tem a missão de melhorar a imagem da criticada franquia que Michael Bay (Pearl Harbor) iniciou há cerca de 6 anos. Principalmente depois da equivocada segunda aventura dos robôs que se transformam em carros. Até mesmo o diretor, em recente coletiva de imprensa no Rio de Janeiro, admitiu que o longa não foi como se esperava em sua execução.

Confesso que gosto da ousadia do diretor em adaptar personagens que tão complexos para o cinema. Ao contrário de outros filmes que adaptados para a tela grande, possuem uma viga mestra em que se basear, como os famosos heróis dos quadrinhos que possuem um perfil de cada personagem. Robôs que surgiram como brinquedos e depois ganharam fama graças a desenhos animados dos anos 80 carecem de uma origem e perfis melhor delineados. Porém o diretor tem o péssimo hábito de pesar a mão nas cenas de ação. E isso, a exemplo da segunda aventura, se repete à exaustão.

Nessa nova aventura, os Autobots, liderados por Optimus Prime (Peter Cullen), participam de missões secretas ao lado dos humanos, onde tentam exterminar os Decepticons existentes no planeta. Um dia Optimus descobre que os humanos lhe esconderam algo ocorrido no lado oculto da Lua. Paralelamente, Sam Witwicky (Shia LaBeouf) vive com sua nova namorada, Carly (Rosie Huntington-Whiteley), e está à procura de emprego.
Esse exagero somado a sua longa projeção – são quase 3 horas de filme – devem cansar o maior dos amantes desse gênero. Assim como em outros longas capitaneados por Bay, Transformers se baseia em explosões, correria, tiros e tudo mais. E entre uma cena e outra, juras de amor e toques de comédia. Sem saber unir tantos elementos, Bay perde o fôlego no meio do filme depois de um início promissor. Mas vale a pena destacar os ótimos efeitos visuais e o 3D de Transformers. Isso mais as boas participações de John Malkovich e Francis McDormand valem o ingresso. 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O Casamento do meu Ex

O Casamento do meu Ex“O Casamento do meu Ex” é desinteressante e previsível. Com atores mal explorados pelo fraco roteiro, razão pela qual os poucos momentos potencialmente dramáticos soem falsos, seja pelas situações formulaicas ou por não conseguirmos nos conectar emocionalmente com os personagens. A diretora inexpressiva Galt Niederhoffer adapta seu livro e parece não conseguir traduzi-lo com imparcialidade, carregando com mão pesada certas passagens. 

Na trama testemunhamos o reencontro de um grupo de amigos da faculdade no casamento de um deles. Recebemos então longos diálogos (a qualidade de alguns me fez sentir falta do cinema mudo!) e típicas discussões entre pseudo-intelectuais (comuns no cinema indie). Como público, somos como convidados indesejados, devido ao aparente desleixo em nos apresentar minimamente os personagens e suas motivações.

As atuações são satisfatórias, mas sem brilho. Katie Holmes (Laura) e Anna Paquin (Lila) protagonizam talvez o único momento em que chegamos a acreditar que existe algum ser humano sentado na cadeira de diretor, próximo ao final do filme quando discutem a respeito de um vestido de casamento.

Se o compararmos com obras similares, como “O Casamento de Rachel” e “O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas”, o filme se revela uma tentativa frágil com alguma pretensão e pouco conteúdo, valendo apenas pela bela locação e fotografia de Sam Levy.